Depois da chuva...
Eu andei refletindo bem sobre o porquê de eu não escrever na seção Blog. Inicialmente eu me enganava achando que era porque eu não queria que a mensagem de introdução saísse da página inicial, mas depois de receber 1 (um) e-mail de uma pessoa que leu, essa justificativa "desjustificou-se". Afinal, tudo que eu queria era ser lido. (Se eu fosse me comparar a um livro, gostaria de poder dizer que o que eu escrevi na mensagem de introdução foi só meio capítulo. Mas, se "para bom entendedor...", então se eu chamasse aquilo que eu escrevi de meio capítulo eu teria de ser um livro bastante redundante. Prefiro então nem fazer a comparação metafórica por medo do que eu poderia descobrir.) Ainda pensando no fenômeno da comunicação moderna, encontrei um poema que, a julgar pelo título, talvez diga alguma coisa sobre isso (a julgar pelos versos, talvez não) - é um poema bem experimental de uma estrofe e dois versos.
Comunicação:
Amar quina. Ah!, vá por doce cu lodês e nove, e vou-lo-ia ter-se “Thor Naire” oh my Orvey! cu lodeco Munique assando, sê cu lovinte e... hum...
Ô, Jê!, tô doze ex-tanco. Néctar doze toldos common nickel.
Pois bem, se alguém entendeu esse poema mande-me um e-mail pra explicar... (abramo6@estadao.com.br ou aqui no site)
Hoje andando de ônibus eu vi um adesivo dizendo "Diga Não às Drogas". Em cima estava escrito "Seja feliz sem as drogas ilegais". No momento que eu li essa mensagem, achei-a muito engraçada. Eu logo pensei no Blog (queria compartilhar essa frase com os outros). Entretanto, fiz algo pelo que me arrependeria amargamente: fui até perto do adesivo para ler melhor. Arrependo-me amargamente pois meu compromisso com o meu conceito de honestidade me impede de simplesmente deixar a frase "Seja feliz sem as drogas ilegais" no blog sem contar que, lá embaixo do adesivo também estava escrito "Seja feliz sem as drogas legalizadas". Merda. Eu seria feliz sem essa DROGA de segunda frase. Então, já que eu não posso deixar a frase "Seja feliz sem as drogas ilegais" como a frase memorável do dia registrada no Blog, resolvi fazer eu mesmo uma frase para compensar. Lá vai: "Seja feliz sem as drogas legalizadas - não fume cigarro (nicotina/alcatrão), não beba cerveja (álcool), não fume charuto (?), não tome café (cafeína), não coma chocolate (teobromina/fenilatilamina/serotonina), não tome suco de maracujá (maracujina), não pratique esportes (endorfinas), não pratique sexo (endorfinas/serotonina). Uma vida feliz sem prazeres é perfeitamente possível como já nos provou Santo Agostinho."
Merda... achei que a chuva já tinha passado...
A propósito, o título do texto é em referência à "chuva" metafórica que foi a mensagem de introdução (isso é óbvio), mas também faz referência a um filme japonês cujo roteiro foi escrito por Akira Kurosawa. Não foi dirigido por ele. Mas Kurosawa é o "Rei Midas" do cinema (me recuso a explicar essa metáfora).
Um abraço. Ah!, e "me rotule - sou um produto".
Ps: eu sei que quando eu me disponho a escrever eu não paro mais e isso é um defeito, porém gostaria de acrescentar um comentário sobre como pretendo manter meu Blog: é óbvio que hoje aconteceram eventos muito mais importantes na minha vida do que um adesivo em um ônibus. Mas... importantes pra quem? Pros leitores certamente não (a não ser os leitores envolvidos nos eventos). Pensei bastante a respeito e decidi que apenas colocarei no Blog coisas que julgo serem interessantes a mais pessoas do que só eu. Portanto nesse espaço, até que eu mude de idéia, não vai ter nenhum comentário como "Hj beijei tal pessoa. Minha namorada me deixou. Minha mãe me deu uma bronca etc" (aliás, na medida do possível tentarei evitar abreviações como "hj"). Com tais restrições, ainda pretendo atualizar o Blog ao menos uma vez por semana. Com comentários do tipo (esse é inclusive verdade):
"Hoje eu resolvi usar óculos escuros. Não estou acostumado com eles - o mundo fica mais redondo (devido à curvatura das lentes). A imagem de meus olhos ficavam levemente refletidas pela lente (mais ou menos, dependendo do ângulo de incidência da luz), e se eu me concentrasse eu poderia enxergá-los. Entretanto, para qualquer lugar que eu olhasse - o céu, o chão, o outro - eu captava subliminarmente a imagem de dois globos negros gigantes me observando, olhando dentro de meus olhos (Janelas da Alma). E ainda tinha o fato da visão estar escurecida... uma situação que me lembrava de "A Geléia Viva Como Placenta" (Clarice Lispector). O quanto as cores que vemos no dia-a-dia interferem em nossa personalidade? (Uma pseudo-pesquisa pseudo-científica relacionava cores a comportamentos - vermelho = violência, azul = serenidade - O que uma pesquisa científica poderia nos dizer?)"
Espero que os leitores do Blog (contáveis a dedo) gostem das futilidades que a partir de hoje se farão presentes em nossas vidas.

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