28/08/2005

A cadela que amava Nietzsche:

Nas reuniões sociais costumava ficar em segundo plano.
Nunca conseguia fazer parte da mesa, deixar transparecer personalidade.
Não que alguém estivesse interessado.
Não que alguém supusesse existir tal coisa.

De vez em quando uma ou outra pessoa dava um pouco de atenção
iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii[e carinho a ela.
Com o rabo abanando, para ela aquilo era tudo.
Tem gente que gosta de cachorro, gente que realmente se relaciona
iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii[com eles.
A esses ela era fiel por toda a vida.

Não lhe faltava amor. Faltava igualdade.
Estava certo quem lhe disse que cachorro tem que andar com cachorro.