11/02/2005

Promessas de um Novo Post

Sim estou sendo pressionado - e não é só por mim mesmo: uma semana de distância (tempo=espaço) entre um "post" e outro, imagina-se que eu teria um monte a dizer. Ao invés de me lançar na escalada desse monte, digo um ou dois parágrafos e interrompo. Sim, foi uma puta sacanagem. Mas meus demônios me atormentaram o suficiente por causa disso (alguns dos meus demônios são pessoas de carne e osso) e é por causa disso que estou escrevendo agora. As respostas às perguntas que não querem calar (a boca - porra deixa eu dormir em paz): Sim, ainda estou seguindo ordens. Sim, a explicação prometida no post anterior ao anterior será adiada (uma vez me disseram que não tenho muitos mistérios e agora me vingo). Sim, eu tenho algo a dizer e sim, eu estou enrolando como sempre.
Mas uma nova evidência chegou "no tribunal do rei escarlate" - é mais um poema (porra, aquele último passou despercebido ninguém falou nada (mentira, mas foi só porque eu OBRIGUEI um amigo a ler e me contar)). Esse poema é de minha autoria, e eu o terminei agora nesse instante momentâneo, ou seja, ainda existe a possibilidade de dentro de alguns dias achar que ficou uma merda, pois não tive distanciamento (espaço=tempo) suficiente para avaliá-lo. Portanto é um "furo de reportagem" em primeira mão para os (2 ou 3) privilegiados que lêem esse blog escondido (não é uma ambigüidade pois escondido está no singular)


Tá aí escondido

Tudo isso que está aí
Todos os problemas sociais
Todas as desgraças humanas
Toda a infelicidade
É totalmente

Minha culpa
Sua culpa
e culpa dele.

Somos unicamente culpados
Exclusivamente responsáveis
Singularmente caos à dores

Dos males dos quais sofrem
Aqueles quais não nos conhecem.

Mas de todas as justas culpas de todos
Por todas as injustiças a todos
Sou justamente o menos culpado que todos
Pois eu não sei disso.

Minha mente é como uma música
Meu corpo é como o ar e a água
Meus sentimentos são como as árvores
Minhas possessões são como um tempo

Preenchi meu poema com palavras vazias
Pra não precisar perceber...
Pra não perceber precisar...
pra não parecer precisar!
Pra me enganar para todo o semprecisar
Pra nunca não saber que sempre nunca fui o que fui feito pra Ser Humano.




A propósito, só por força de hábito: Comentem, mandem-me um e-mail (abramo6@estadao.com.br), julguem-me condenem-me é para isso que serve o tribunal do rei escarlate (pra ser sincero não tem nada a ver com isso - o porquê do título do blog fica prometido para um "post" futuro... Ah, promessas, promessas... cumprir uma promessa é destruí-la. A propósito, o título desse "post" é uma brincadeira com o nome de um documentário chamado Promessas de um Novo Mundo, no qual o problema da palestina é discutido com uma perspectiva diferente: a de crianças judias e muçulmanas que habitam o mesmo espaço em mundos diferentes)

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Quem foi que deixou meu amigo (nosso escritor) tão irritado? Admito que já cobrei posts dele, mas acho que é melhor parar. Como podemos exigir inspiração/transpiração?

12:27 PM  
Blogger Daniel Abramowicz said...

Humildes culpas minha cara Tamara. Eu escrevi o post pouco antes de dormir, e não estava realmente irritado (o uso de "palavrões" deve ter dado essa impressão - "palavrões" entre aspas porque eu não acredito em "palavrões"). Ao contrário da impressão que devo ter dado, eu gosto de saber que existem pessoas que lêem esse blog e exigem "posts". Esse especificamente foi realmente escrito sob pressão (e sobre pressão) (inclusive o poema).

Como já diria Mick Jagger, "Don't stop, baby don't stop"

Um abraço,
Daniel

1:11 PM  

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