Inteligência e Racionalidade
Hoje tivemos uma palestra sobre inteligência artificial, bastante elucidativa em relação a esses conceitos que tanto nos confundem, como inteligência ou racionalidade. Tenho aqui em minhas mãos a definição absoluta definitiva desses conceitos. Nunca mais irei me confundir.
Inteligência: do ponto de vista da inteligência artificial, existe um teste que prova que uma máquina é ou não inteligente, chamado "Teste de Turing" (que ficou mais conhecido depois do livro Neuromancer, de 1984). De acordo com um teste, um computador é inteligente se ele consegue se passar por ser humano. Ou, para citar a apresentação "Powerpoint" da professora, "Ser inteligente é atuar como humanos" (estava escrito exatamente assim, inclusive o sublinhado no espaço entre "atuar" e "como"). Pois então, com o conhecimento que tenho de máquinas que corrigem gramática, tenho certeza de que elas não cometeriam esse erro de concordância (se não é um erro de concordância, então nenhum homem é individualmente inteligente). Entretanto, sendo não cometer esse erro um ato cartesiano previsível, não cometer esse erro é ser menos humano. Daí podemos tirar a conclusão de que SER INTELIGENTE É ERRAR (ou, se preferir, ser inteligente é ser "burro"). O homem se acha medida para todos os valores, e por isso todos os seus conceitos de inteligência são tão egocêntricos. Há muito que o homem tenta medir sua inteligência, e para isso sempre criou métodos de medição que usam como modelo de inteligência a si mesmo. Por isso já houve tantas pesquisas indicando que o homem europeu é mais inteligente do que os afro-descendentes ou os nativos americanos. O método de Turing corresponderia a esse teste de QI inválido, dogmático. Talvez precisássemos eventualmente de uma "antropologia computacional" para decidirmos o grau de inteligência de máquinas a partir dos valores das próprias máquinas. Agora, se esse conceito de inteligência (atuar como humanos) já gera tanta polêmica, nem ousarei sugerir que conclusão poderíamos tirar do conceito de RACIONALIDADE dado pela palestrante: "Racionalidade = capacidade de alcançar sucesso esperado na execução de uma tarefa". Puxa, ainda bem que essa era uma palestra sobre máquinas, e não uma aula de filosofia. Mas no fundo, a verdade é que as máquinas têm a tendência a se tornarem melhores que nós, desde o fatídico ano de 1997, quando Garry Casparov e Deep Blue duelaram em uma espécie de tourada na qual nós fomos o touro. E éxatamente para essas touradas que escolhi (... esse lhi tem uma sonoridade tão estranha...) estudar para a profissão de engenheiro mecatrônico. Minha sina será fazer máquinas que vençam os homens em todas as disputas competitivas não violentas (como corridas de autorama).
Mas, superiores ou não, as máquinas são uns seres extremamente engraçados (do ponto de vista auto-irônico mesmo). A palestrante nos mostrou uma planta do laboratório de ciências matemáticas e computação do campus. Depois ela havia montado um robô que iria, autonomamente, passear pelo laboratório, captando o ambiente com seus sensores, e a partir dos dados coletados montar uma planta do laboratório. "E esses foram os resultados" - quando ela passou o "slide", um desenho abstrato apareceu na tela. O robô não percebeu que tinha dado uma volta de 180º ao final do corredor, então considerou seu caminho de volta como um novo ambiente, transpondo a "planta da ida" à "planta da volta", fazendo de seu mapa um rabisco. O mais engraçado é saber que eu faço a mesma coisa. Voltando de uma (das muitas) festa, também não percebi o quanto havia virado, e acabei desembocando no lado oposto ao que eu deveria chegar para voltar para casa.
Manterei o blog atualizado, sempre incorporando o máximo de novas informações possível, portanto, passe manteiga "no tribunal do rei escarlate" de vez em quando para manter o contador de presenças tickando (já tenho mais de cem visitas! Beberei uma cerveja em homenagem a isso na festa de hoje).
"não vozes que seis de comem tardes" (tradução = comentem). Um babaço, Daniel Abramowicz (o mais novo caipira)
Inteligência: do ponto de vista da inteligência artificial, existe um teste que prova que uma máquina é ou não inteligente, chamado "Teste de Turing" (que ficou mais conhecido depois do livro Neuromancer, de 1984). De acordo com um teste, um computador é inteligente se ele consegue se passar por ser humano. Ou, para citar a apresentação "Powerpoint" da professora, "Ser inteligente é atuar como humanos" (estava escrito exatamente assim, inclusive o sublinhado no espaço entre "atuar" e "como"). Pois então, com o conhecimento que tenho de máquinas que corrigem gramática, tenho certeza de que elas não cometeriam esse erro de concordância (se não é um erro de concordância, então nenhum homem é individualmente inteligente). Entretanto, sendo não cometer esse erro um ato cartesiano previsível, não cometer esse erro é ser menos humano. Daí podemos tirar a conclusão de que SER INTELIGENTE É ERRAR (ou, se preferir, ser inteligente é ser "burro"). O homem se acha medida para todos os valores, e por isso todos os seus conceitos de inteligência são tão egocêntricos. Há muito que o homem tenta medir sua inteligência, e para isso sempre criou métodos de medição que usam como modelo de inteligência a si mesmo. Por isso já houve tantas pesquisas indicando que o homem europeu é mais inteligente do que os afro-descendentes ou os nativos americanos. O método de Turing corresponderia a esse teste de QI inválido, dogmático. Talvez precisássemos eventualmente de uma "antropologia computacional" para decidirmos o grau de inteligência de máquinas a partir dos valores das próprias máquinas. Agora, se esse conceito de inteligência (atuar como humanos) já gera tanta polêmica, nem ousarei sugerir que conclusão poderíamos tirar do conceito de RACIONALIDADE dado pela palestrante: "Racionalidade = capacidade de alcançar sucesso esperado na execução de uma tarefa". Puxa, ainda bem que essa era uma palestra sobre máquinas, e não uma aula de filosofia. Mas no fundo, a verdade é que as máquinas têm a tendência a se tornarem melhores que nós, desde o fatídico ano de 1997, quando Garry Casparov e Deep Blue duelaram em uma espécie de tourada na qual nós fomos o touro. E éxatamente para essas touradas que escolhi (... esse lhi tem uma sonoridade tão estranha...) estudar para a profissão de engenheiro mecatrônico. Minha sina será fazer máquinas que vençam os homens em todas as disputas competitivas não violentas (como corridas de autorama).
Mas, superiores ou não, as máquinas são uns seres extremamente engraçados (do ponto de vista auto-irônico mesmo). A palestrante nos mostrou uma planta do laboratório de ciências matemáticas e computação do campus. Depois ela havia montado um robô que iria, autonomamente, passear pelo laboratório, captando o ambiente com seus sensores, e a partir dos dados coletados montar uma planta do laboratório. "E esses foram os resultados" - quando ela passou o "slide", um desenho abstrato apareceu na tela. O robô não percebeu que tinha dado uma volta de 180º ao final do corredor, então considerou seu caminho de volta como um novo ambiente, transpondo a "planta da ida" à "planta da volta", fazendo de seu mapa um rabisco. O mais engraçado é saber que eu faço a mesma coisa. Voltando de uma (das muitas) festa, também não percebi o quanto havia virado, e acabei desembocando no lado oposto ao que eu deveria chegar para voltar para casa.
Manterei o blog atualizado, sempre incorporando o máximo de novas informações possível, portanto, passe manteiga "no tribunal do rei escarlate" de vez em quando para manter o contador de presenças tickando (já tenho mais de cem visitas! Beberei uma cerveja em homenagem a isso na festa de hoje).
"não vozes que seis de comem tardes" (tradução = comentem). Um babaço, Daniel Abramowicz (o mais novo caipira)

2 Comments:
Dani
Andei me aventurando pelo seu blog- coisa que queria fazer faz tempo pois sóvi os primeiros textos. Essa crônica está genial.Como mãe, me sinto vitoriosa ao percebr sua capacidade de observação acurada, lúcida e crítica. Um pouco do seu blog é meu. Super beijo
Betty
P.S. Dá pra controlar um pouco essa tendência à prolixidade? E caprichar um pouquinho mais na gramática? Afinal, onde foi que você conheceu um "perçonal"? Eu só sabia da existência de "personal"!
Tudo bem, admito que minha gramática não é uma maravilha, mas seu exemplo de erro gramatical está incorreto: a palavra era "preçonal", não "personal" nem "perçonal" - e estava inserida em um poema por um motivo específico. Si, mi Blog es su Blog (nos dois sentidos). Quanto à prolixidade... vou pensar no seu caso. Obrigado pelos elogios, eu também te amo. Super beijo,
Daniel Abramowicz (o "blogando").
Obs: Para quem visita o site pela primeira vez, dê uma olhada na seção "top * posts", na barrinha da direita.
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