28/08/2005

A cadela que amava Nietzsche:

Nas reuniões sociais costumava ficar em segundo plano.
Nunca conseguia fazer parte da mesa, deixar transparecer personalidade.
Não que alguém estivesse interessado.
Não que alguém supusesse existir tal coisa.

De vez em quando uma ou outra pessoa dava um pouco de atenção
iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii[e carinho a ela.
Com o rabo abanando, para ela aquilo era tudo.
Tem gente que gosta de cachorro, gente que realmente se relaciona
iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii[com eles.
A esses ela era fiel por toda a vida.

Não lhe faltava amor. Faltava igualdade.
Estava certo quem lhe disse que cachorro tem que andar com cachorro.

18/08/2005


16/08/2005

Adendo (continuação do último conto sem título)

 - continuação do último conto sem título
(e-mail recebido no final de junho)
> XXXXXX XXXXXX wrote:
>
> > Ola,
> >
> >
> > Falando em inseguranca, notei que a Rua Miguel
> Petroni tem ficado bem
> > mais insegura durante a noite nos ultimos tempos.
> >
> > Desde que estou aqui (2003) ate o ano passado
> (2004), eu voltava
> > caminhando frequentemente da USP para o predio em
> que moro (proximo a
> > Miguel Petroni), a noite, muitas vezes ate de
> madrugada, e eu nunca
> > tive problemas.
> >
> > Este ano as coisas mudaram: tres meses atras
> comecaram a aparecer
> > pedintes, que ficam proximos a saida da Fisica,
> abordando as pessoas
> > para algum dinheirinho "para o onibus". De
> qualquer modo, elas
> > geralmente eram muito educadas e, apesar de
> constrangedor, eu nao
> > liguei muito.
> >
> > Mas tempos depois fui abordado por um rapaz, que
> apareceu do nada de
> > um pequeno estacionamento muito mal iluminado de
> uma lojinha de
> > artesanato na Miguel Petroni, que veio com uma
> estoria triste sobre a
> > filha e pedindo dinheiro. Ate ai tudo bem. Mas
> este rapaz me pediu um
> > bom dinheiro, e quando disse que nao podia dar
> ele se ofereceu para
> > me vender um tickets do Restaurante Universitario
> (acho que era
> > isto...). Achei tudo muito suspeito e me recusei a
> comprar: ai ele deu
> > o golpe final: disse que ninguem acreditava na
> estoria dele (a filha,
> > etc...) e que se ninguem o ajudasse ele ia roubar
> e matar, que ja
> > tinha ido a prisao, etc.... nem preciso dizer que
> eu dei o dinheiro a
> > ele (a perspectiva de encontrar com ele de novo,
> caso vc nao de o
> > dinheiro, deixa qualquer um aterrorizado: acho que
> esta e exatamente a
> > ideia do "metodo" dele...) . Ele ate disse que era
> um "emprestimo" e
> > que iria me devolver no dia seguinte se eu
> quisesse....
> >
> > Mudei meu trajeto por causa deste episodio: passei
> a sair pelo portao
> > principal na marginal para evitar a Miguel Petroni
> a noite. Mas ontem
> > fui abordado no trecho da Miguel Petroni proximo a
> marginal pelo mesmo
> > rapaz (bem proximo a uma porcao de predios onde
> muitos
> > estudantes/funcionarios da USP moram), que alias
> estava ja abordando
> > um estudante. Ele me reconheceu (ou seria apenas
> outra intimidacao?),
> > tentou me vender tickets do RU de novo e fez
> pequenas variacoes da
> > estoria (tinha levado dois tiros, bla, bla,
> bla,....). Quando me
> > recusei a dar dinheiro ele disse que ia tornar a
> "Miguel Petroni um
> > inferno". Claramente o cara e um intimidador
> experiente....
> >
> > Dessa vez eu liguei para Policia: acho que esta
> bem claro que o cara
> > nao e um simples pedinte e que ele nao pode ficar
> ameacando pessoas
> > assim, tendo ou nao a filha doente.
> >
> >
> > Ja ouvi alguns estudantes dizendo que estao
> tentando evitar a Miguel
> > Petroni a noite: acho que estou longe de ser um
> caso isolado (onde ele
> > conseguiu todos aqueles tickets do RU?) e este
> rapaz nao e o unico
> > atuando por la. O porteiro do meu predio disse que
> a alguns anos atras
> > a Miguel Petroni (mesmo apos a marginal) era muito
> insegura, que os
> > estudantes so passavam por ali em grupos e que os
> ladroes usavam ate o
> > mesmo esconderijo (o pequeno estacionamento). Ele
> me disse que a coisa
> > mudou pra melhor quando a Policia fez um
> patrulhamento mais intenso
> > por la.
> >
> > Nao sou expert em seguranca, mas eu sugiro que, se
> vc for abordado por
> > alguem, mesmo se for alguem menos ameacador, ligue
> o mais rapidamente
> > possivel pra policia e informe a localizacao da
> pessoa (eles vao pedir
> > uma descricao da pessoa tbem). Acho que e um
> problema simples de
> > resolver no nivel atual, mas a Policia precisa
> ficar sabendo da
> > situacao e esta pessoas que estao tentando
> estorquir dinheiro da
> > comunidade da USP precisam ficar sabendo que nao
> vao fazer isto impunes.
> >
> > Por favor divulgem a situacao com todos,
> >
> >
> > XXXXXX XXXXXX